terça-feira, 24 de novembro de 2009

AMOR EM NATURA

Quando o amor verdadeiro e puro chega entre duas pessoas, a alma se mostra presente e se faz iluminada, mostrando que este sentimento existe sim e que ele sómente precisava de claridade para ser visto. Isto só é possível ver e sentir , quando todos os sonhos e desejos são encontrados a dois. Desvendam-se então os mistérios e estes dois seres se fundem completando a magia da felicidade. Tudo se torna intenso, pulsante a ponto de virar-mos adolescentes. A emoção é tão grande que não existem alavras suficientes para dar o significado. O pensamento rodopia em torno do outro com tamanha intensidade que pode-se até imaginar e supor que os dois ao mesmo tempo estão pensando a mesma coisa embora estando distantes. Quer-se agradar, quer-se entregar com tamanha força que nada poderá romper este laço. A cumplicidade se apossa deles que passam a viver de acordo com o NÒS e não mais "eu" e "tu". Fecham-se as portas da solidão e da espera e inicia o ciclo maravilhoso da paz

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tudo Pode Acontecer



            Eu e Marcos namorávamos a cinco anos e nosso relacionamento estava assim como se diz, meio morno, meio sem sal nem açúcar. Limitávamos a ver um filmezinho de vez em quando, uma pizzaria de vez em quando, uma danceteria de vez em quando. Bem resumindo tudo estava assim de vez em quando. E eu nunca fui mulher dos de vez em quando, das mesmices. Pra confessar a realidade estava duvidando do meu amor, duvidando dos sentimentos de Marcos. Tinha a impressão de que havíamos nos acomodado e estávamos juntos por comodismo. Eu não podia concordar com isto, não havia nascido pra isto. Mas também me faltava coragem pra dar um basta naquela situação.
            Um dia do nada Marcos apareceu e me mostrou pacotes de viagem e disse que a intenção era fazer um cruzeiro. Nossa, fiquei impressionada. Verificamos as finanças e cabia dentro do nosso orçamento. Imagine só aquele tão sonhado cruzeiro. Seria a oportunidade pra dar uma guinada em nossa relação.
             Os meses que antecederam a viagem, até parecia que tudo havia melhorado, nem tudo mais era só de vez em quando. Mas ainda faltava aquela apimentada. Fiz as malas me despedi de meu filho, que ficaria com meus pais, fiz recomendações como se fosse ficar uma eternidade e seriam somente duas semanas. Uma amiga nos levaria até o porto. Ela já chegou um pouco atrasada, ainda teríamos que pegar Marcos e o transito estava lento. Quando cheguei na casa de Marcos ele já estava de mala e cuia e sua filha estava junto. Não perguntei nada, pois achei que ela ira só até o porto. Quando escutei ela dizendo: - Pai, cuide da minha maleta para não quebrar nada que tem la dentro. Começou a subir me um calorão. Se eu estava entendendo bem, a filha dele iria junto. Não que tivesse algo contra sua filha muito pelo contrário, eu adorava a Giovana, mas aquela era para ser uma viajem para nós dois nos redescobrirmos. Pior, Marcos não havia me falado nada que levaria sua filha.
                   Senti-me traída, fiquei calada, Olga que nos levava pro porto percebeu, pois logo depois que nos despedimos recebi um torpedo dela dizendo pra eu ter paciência. Embarcamos, eu me mantive calada, tentando entender a atitude de Marcos. Nos acomodamos e Giovana disse que daria uma volta. Aproveitei a oportunidade para perguntar pro Marcos o que ele esperava desta viagem? Ele me disse com a maior cara de pau: - Apimentar nossa relação. E não entendeu o porque de minha indignação. Expliquei-lhe que como que nós dois ficaríamos a vontade em nossa cabine com a filha dele dormindo na mesma. Ele olhou-me com ar de espantado, com ar de pior que é.... Eu estava tão frustrada que nem quis participar da apresentação do navio. Depois de um longo silêncio Marcos disse que daria uma volta também. Senti naquele momento que os próximos quatorze dias seriam minhas piores férias. Quando Marcos e Giovana voltaram eles estavam radiantes e fizeram de conta que eu nem estava lá, me ignoraram. Fiquei magoada e tive vontade de explodir.
             Saí, fui dar uma volta sozinha. Cruzei com um homem de um sorriso encantador que me cumprimentou. Retribuí o cumprimento e depois de afastar-me um pouco resolvi olhar para trás e ao me virar aquele estava parado e também me olhava. Virei-me rapidamente senti-me envergonhada e continuei meu passeio. Sentei na piscina e estranhamente não estava mais magoada com Marcos, meu pensamento estava naquele estranho de sorriso largo. Quanto mais tentava não pensar nele, mais aguçava minha curiosidade, será que estaria sozinho, será que era casado, será isto e será aquilo, será que o veria novamente?
                Voltei pra nossa cabine e Marcos e Giovana já dormiam. Tomei um banho demorado, fechei os olhos e senti aquele estranho me beijando, me acariciando. O que era aquilo eu me questionei. Teria que parar com estes pensamentos, mas também o meu objetivo da viagem que era de apimentar minha relação com Marços, já tinha ido pro espaço. Pensei, vou aproveitar e curtir o passeio e depois verei o que acontecerá comigo e com Marcos. No dia seguinte fui pra piscina logo cedo. Adormeci e quando acordei, vi do outro lado estava aquele homem de sorriso farto a me olhar, mas do seu lado estava uma mulher. Pensei, deve ser comprometido e saí. No restaurante, no almoço, lá estava ele de novo acompanhado de uma mulher aparentemente bem mais velha que ele. Ela não se importou com a presença da mulher e não parava de me olhar, e de tempos em tempos falava algo e a mulher se virava e olhava para mim. Eu mesmo que disfarçadamente não pude deixar de olhar. Marcos percebeu e obviamente esperou Giovana sair e começamos uma discussão. Dissemos o que estava talvez trancado durante algum tempo e chegamos a conclusão que não valeria a pena insistir na relação pois não havia mais amor. Decidimos que manteríamos uma relação de amizade e que ele curtiria a sua filha e que sempre que eu quisesse poderia ficar com eles mas que estaria livre. Saí do restaurante e mesmo tendo a certeza de que fora o melhor, e que já não amava mais Marcos ....chorei, chorei muito no caminha pra cabine.
                   Como por destino, repentinamente fui abraçada por braços fortes e um perfume embriagador e sem reação por entre meus soluços relaxei. Com uma voz agradável sussurrou no meu ouvido: -Calma minha princesa, porque choras? Depois de um breve instante recompus-me e contei-lhe minha história. Apresentamo-nos, e ele me disse que estava com sua mãe e que havia perdido o pai há pouco tempo. Seu nome era Paulo. Combinamos que nos encontrar a noite no baile.
                    Dormi a tarde toda, fui acordada com a entrada de Marcos e Giovana que me olharam como se eu fosse uma estranha. Mas não havia muito o que fazer, teríamos que conviver até o fim da viagem ou eu poderia ficar no próximo porto, o que definitivamente eu não faria. Levantei, tomei um banho demorado e me arrumei. Os dois me observavam mas nada perguntaram. Estava diante de um desafio, chegar naquele baile sozinha, mas arrisquei. Mal entrei e vi Paulo vindo em minha direção, elegantíssimo ele estava. Quando chegou perto de mim, com aquele sorriso costumeiro, senti-me tranqüila, convidou-me para sentar com sua mãe. Apresentou-me como uma amiga, o nome da sua mãe era Tereza. Paulo se revezava dançando comigo e com sua mãe. Nos divertimos muito. Tereza disse que estava cansada e pediu para Paulo acompanhá-la até seus aposentos. Como receou em deixar-me ali sozinha, convidou-me para acompanhar-lhes. Abraçou sua mãe e pegou na minha mão, fomos ainda ensaiando as músicas do baile. Deixamos sua mãe e fomos dar uma passeio. Estava uma noite linda e agradável. Estranhamente fomos parar novamente ao lado da piscina. Conversamos rimos e nos beijamos. Aquele beijo me fez despertar desejos de algo mais. Percebi que Paulo também estava excitado. E ali mesmo, sem nos importar, se pudessem ter espectadores, nos amamos.
                 Os dias seguintes foram fascinantes, aproveitávamos quando sua mãe passeava para fazer amor. Quando Marcos e Giovana saiam ficávamos a vontade na nossa cabina. Aquilo que parecia ser uma viagem deprimente acabou sendo o início de nosso relacionamento. Estamos juntos e marcamos nosso casamento para janeiro, quando viajaremos para Nova Zelandia. Tereza irá junto conosco. Ela me adotou. Nossa relação durante este um ano não foi nenhuma vez morna. Todos os dias procuramos nos surpreender e aumentar o nosso amor. Nunca mais soube o que é de vez em quando. Marcos está namorando também, espero que ele seja feliz assim como eu e Paulo somos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Amor Sempre Valerá


As vezes pra acordar precisamos levar um susto. Durante meses esperei novembro chegar. Em novembro estaria junto com o amor da minha vida. No dia do embarque, tentei incessantemente ligar para dividir minha ansiedade, mas não fui atendida. Em função disto não embarquei. Quando foi mais ou menos meia hora depois da hora que deveria ter embarcado, um toque no meu celular. Retornei e disse que não havia embarcado, pois fiquei insegura, literalmente ouvi palavras enfurecidas do outro lado da linha. O que fazer agora. Eu estava apaixonada e queria muito conhecer aquele homem. Não dormi a noite toda, na manhã seguinte fui a rodoviária e comprei outra passagem.

Tudo parecia dentro do programado novamente, mas durante a viagem, em uma determinada cidade onde o ônibus parou para fazermos um café, o ônibus foi embora sem mim. Isto deveria ter sido o suficiente para eu abandonar a idéia, mas outro ônibus da mesma empresa me levou a encontrar o ônibus com minhas malas. Na estação rodoviária de São Paulo fiquei surpresa pois a quantidade de pedintes e pessoas que dormiam no chão era quase insignificante.

Na etapa seguinte, no ônibus de São Paulo para minha cidade destino, a poltrona ao meu lado ficou vazia, entretanto um pouco mais a frente uma jovem com uma criança aparentemente de 3 a 4 anos se espremia num assento. Convidei a jovem a trocar de lugar comigo, pois assim ficaria mais a vontade em duas poltronas. Sentei ao lado de uma senhora mulata. No início, como eu estava com muito sono pois passara quase duas noites sem dormir, cochilei por algum tempo. Depois iniciei agradável conversa com aquela mulata simpática cuja o nome era Míriam. Contou-me sua história de vida, suas frustrações e sucessos, contou-me dos seus casos e paixões. Fiquei com vergonha e falei-lhe que estava indo visitar uma amiga. Miriam me passou seu telefone e fez eu prometer que ligaria pra ela e que nos dias que ficasse na cidade iria visitá-la. Quando ela desembarcou me disse que faltava bem pouco pra chegar a rodoviária, esperei um pouco e liguei para o meu amor.

Como era esperado, ele já estava na rodoviária, e assim que desliguei, rapidamente cheguei na rodoviária. Desci do ônibus com intuito de pegar minhas malas e ligar novamente. De repente aquele homem com qual tanto sonhei pagava na minha mão. Numa fração de segundos achei que passaria mal, tremi nas pernas, pura adrenalina. Mas logo passou.

Pegamos as malas e fomos passear. Eu ainda estava meio que dopada pelo afrodisíaco do amor. Hoje me recordando, demos um giro no shoping mas foi muito rápido. Depois fomos ao Zoo, lembro-me que estava mal, uma gripe terrível. Passeamos no zoo mas também tudo muito rápido. Aquele homem lindo parecia inquieto e eu me questionava: será que sou eu que o deixo assim ou seria seu jeito assim mesmo. Havíamos combinado um código para dizer se tínhamos gostado um do outro. Bom, da minha parte havia sido positivo e da parte dele eu não conseguia bem ter certeza em função desta inquietude. Já estava de tardezinha e fomos para um lugar um pouco mais calmo e reservado. Conversamos, ensaiamos até alguns passos de dança, enfim, ficamos íntimos e a vontade. Foi maravilhoso!!! Ainda assim sentia uma inquietude.

Logo depois o que era pra ser uma noite maravilhosa, transformou-se num pesadelo pra mim. Fui deixada em um hotel, sozinha. Mais uma noite em claro, pois a gripe estava tão forte que durante a madrugada pensei em procurar um médico. Aliado a tristeza de não dormir com o homem que eu tanto amava a gripe estava me matando.

Quando foi quase dez horas do dia seguinte, ele apareceu novamente, todo cheiroso, lindo. Toda minha mágoa e gripe se dissiparam. Entrei em êxtase novamente, dopada pela droga do amor. Toda alegria de vê-lo logo transformou-se em tristeza novamente, pois neste momento fui entender sua inquietação, no qual não entrarei em detalhes, mas que hoje sabendo da história obviamente vejo como eu fui infantil. Depois de saber os motivos, comprei minha passagem de volta. Fui conhecer parte da família. A mãe dele uma senhorinha magrinha com sérios problemas de saúde, serviu-me um café maravilhoso. Ninguém ficará sem se encantar por esta mulher. Um coração que dispensa qualquer comentário. A filha, que achei que nem me cumprimentaria, foi educada e tive a sensação de poderíamos ser amigas e não demoraria para isto acontecer. Ao me despedir a senhorinha sua mãe deu-me um rosário cor de rosa, com o qual rezo todos os dias para que Deus a poupe de sofrimentos e se da vontade dele for, que ela tenha uma breve recuperação. Ainda restavam algumas horas para o meu embarque, eu, embriagada pelo amor, não conseguia ter sequer reação de protesto por já estar indo embora. Óbvio quando a gente ama, ficamos assim mesmo, bobos, diria até tolos.

Embarquei com a promessa de que dia dez de novembro ele viria me visitar. Assim por um lado estava triste mas por outro animada. No dia seguinte estava em casa, com fortes dores pois a gripe e talvez algum mal jeito me impediam de respirar naturalmente. Mas até aqui continuava amando incondicionalmente. Comecei a fazer planos efetivamente mais concretos. Passei a pesquisar cursos superiores de qualidade a distância. Ratifiquei minha mudança para a casa da praia para minha família entre outros. Estava no auge da plenitude. Estava feliz, me sentia amada.

A queda aconteceu dia sete de novembro, quando vi escrito: “To com saudade de você”. Deveria ser uma frase natural, pois eu estava com muita saudade e seria natural que aquele homem estivesse com saudades também. Mas aquela frase não era pra mim. Aquela saudade não era de mim, aquilo estava endereçado a outra mulher. Aiaiai, que dor mais doida, que aperto no coração. Por horas chorei, senti pena de mim, senti-me coitadinha. Na linguagem popular eu estava sendo corna.... senti-me feia, burra, tudo de ruim. Queria entender, queria aceitar, queria ignorar, enfim queria esquecer. Queria ter podido compartilhar este momento com alguém, mas senti tanta vergonha da minha ingenuidade e porque não da minha hipocrisia, que guardei a mágoa só pra mim.

Lembrei-me que havia no início do ano decidido ser feliz e deveria sair do meu egocentrismo e entender que não podemos exigir que alguém nos ame. Alem disto estava diante de um desafio muito maior de que um amor não correspondido. Estava diante do desafio de lutar pela vida. Dia dez de Novembro que era pra ser o dia que o amor da minha vida viria conhecer minha família, meus amigos, minha casa, coincidiu com minha consulta na capital com um especialista em linfomas e transplantes. O que era pra ser um dia feliz, não foi assim tão feliz, pois ainda estava buscando forças pra abrandar a dor no meu coração e o médico reiterou o que eu não queria escutar. Assim eram as coisas, eu não podia fazer nada pra mudar.

Lembrei novamente que decidira ser feliz. Fui pra praia, caminhei, mas nada tirava minha mágoa. Mais uma semana passara, fui dançar. Fazia quase um ano que não dançava, fui paquerada, isto me ajudou a levantar um pouco minha auto estima. Não podia ficar em casa e demonstrar minha tristeza, fui pra Balneário Camburiú. Gente bonita, homens atraentes, charmosos e cheirosos, mas não, ainda estou tão frustrada e com tanta dor que até o celular havia desligado.

Minha dor não havia terminado ainda. Quando li: “Não vejo a hora de chegar dia 31 de dezembro estarmos frente a frente e saciarmos nossa sede amor...” minha nossa! Frases aparentemente inofensivas podem fazer-nos sofrer tanto. E mais, “Mandei um SMS pra vc, mande um pra mim...” Até telefones haviam trocado. Por mais que tentasse me controlar, chorei e os soluços acordaram meu filho que nada entendia. Mais uma vez tive que mentir. Disse-lhe que estava só estava triste e que não tinha explicação. Ele me abraçou e sem nada dizer percebi sua agonia. Senti-me um lixo, um nada, pra não dizer uma merda.

Durante dias fiquei me torturando, tentando entender porque aquele homem lindo não me amou como eu o amei. Tentei achar explicações e ver onde havia errado. Tentei abrandar relembrando o quanto havia sido feliz em poder amar aquele homem, quantos sonhos, quantos momentos bons. Mas nada, nada fazia diminuir minha indignação. Agora depois de escrever estas linhas parece que estou mais leve, pude transferir esta mágoa um pouco. Mas eu prometi pra mim mesma que sereia feliz, e serei. Tenho tão somente que me convencer que nas coisas do coração não mandamos, ninguém é de ninguém, e que eu amei, o importante é isso. Amei incondicionalmente. Estar triste por ter amado e não ser correspondida é menos triste do que não amar. Hoje é dia dezoito de novembro e procuro anticépticos e cicatrizantes para minhas, tão somente minhas frustrações. Já recuperei a auto-estima e obviamente não sou mulher pra ficar mendigando amor. Mas quando isto tudo passar há de uma nova mulher nascer, muito menos ingênua,  nunca descrente do amor, sempre disposta a recomeçar e ser feliz.....

domingo, 15 de novembro de 2009

EXTRA EXTRA AMOR SERA VENDIDO NA FARMACIA



Uma pesquisa nacional pergunta: você anda fazendo sexo sem vontade?


E muita gente responde que sim!

E se você acha que sua relação amorosa está precisando de um estímulo, não perca esta:um cientista americano anuncia a descoberta da pílula do amor.
Ele diz que com esse remédio a paixão pode durar para sempre!
Vc já pensou amigo(a), para onde caminha a humanidade?
Os ciêntistas estão preocupados em pesquisar uma fórmula para que os humanos sintam vontade de fazer amor medicamentosamente e sentir o amor para sempre.
A" Dona Afrodite"(deusa do amor) deve estar rolando no túmulo com essa notícia,os feiticeiros podem ficar preocupados com a sua clientela (e a promessa de trazer de volta o amor em 3 dias,como fica?) vai babar!!!
Outro que deve estar rolando no túmulo é o Sr. Mallinaga Vatsyayana,aquele senhor que elaborou o Kama Sutra.No induismo o sexo é sagrado,essencial a vida, ele garante a perpetuação da nossa existência no planeta.
O Kama Sutra representa o sexo "sem culpas" e "sem pecados", eles nem poderiam imaginar que no futuro teriam que acrescentar, "sem medicamentos" a sua lista.
Teremos que esquecer o valor da conquista,poderemos entrar na rotina,esquecer a toalha de banho molhada em cima da cama,não precisaremos nos preocupar com o bom hálito na hora do beijo,nada de cineminha com pipoca para fazer um climinha,preliminar?Nem pensar,bobagem.
É minha gente,estão tentando mesmo banalizar o tal amor,coitado dos autores que tentaram colocar esse jurássico sentimento como primordial.
Pobre do amor, exaltado na obra "O Banquete", de Platão, para determinar a incessante procura desse outro "eu" que nós não sabemos onde está nem quem seja,agora poderemos ter a certeza cruel de que poderemos tê-lo para sempre,basta colocar uns comprimidos no meio da relação conjugal e pronto,o carinho fluirá no casal.
O tesão que antes precisava do desejo,agora passará precisar do "tempo",tempo para que o remédio faça efeito.
E por falar em efeito,já poderemos imaginar os efeitos colaterais desse remédio:

* frieza no olhar

*ausencia de frio na barriga

*sensação morna ao fazer sexo

*dizer eu te amo para qualquer um.

A própria sociedade capitalista fez com que amássemos cada vez mais o dinheiro e aquilo que se pode comprar. Idolatram-se os bens materiais e acredita-se que são a maior fonte de felicidade. São poucos os que ainda procuram se encantar com um simples pôr-do-sol, essas coisas pequenas, mas que são incrivelmente encantadoras.
Essa preocupação científica vem de encontro ao desamor,querem proporcionar as pessoas o que é raro hoje em dia, e ao contrário que muitos pensam,o Amor será sim uma mina de ouro.
O amor será comprado senhores!
E vc?
Continuará tentando descobrir o amor ou comprará na farmácia uma fórmula de conviver com quem está ai do seu lado?
Para terminar vai ai um refrão do "Jota Quest" que cabe justinho com essa postagem.
Quanto vale o show?

Quanto vale o amor?

Quanto vale, então, fazer das tripas coração?

Quanto vale o som?Quanto vale a dor?

Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?





domingo, 18 de outubro de 2009

Nada É Por Acaso



São vinte e três horas de mais um dia. Poderia ser vinte e três horas de um dia qualquer e o horário não teria nada de especial. Mas hoje me parece um dia daqueles de chegadas e partidas, de encontros e desencontros, de amores e dissabores. Sinto me abandonada. Sinto-me abandonada por um e-mail não respondido. Abandonada por um telefone não atendido. Quando via pessoas sofrendo com o término de um amor, imaginava quão doido era a dor do fim de um amor. Hoje sinto uma dor muito mais doida por um amor que nem teve oportunidade de aflorar. Hoje a dor e a angustia de não poder viver esse amor é muito maior do o fim de um amor de anos. No fim de um amor de anos você consegue esconder-se e consegue encontrar culpas e justificativas pelas quais o amor falhou. Mas quando você não teve oportunidade de viver um amor a dor é insuportável. Lágrimas? Que tão pouco pra expressar essa dor. Foco em outra direção? Exercício físico? Amigos? Dança? Barzinho? Praia? Nada disso tem efeito analgésico para essa dor. Mas nada é por um acaso. Pode ser tudo isto sirva para dizer-me que quando viver um novo amor, cuide, trate com zelo, dedique-se para enfim não precisar sentir nunca mais a dor de perder um amor ou pior, sentir a dor de não ter vivido um amor. São vinte e três horas e quinze minutos....certamente a noite será uma eternidade e os dias serão vazios. Mas nada é por acaso e talvez um telefonema, ou um e-mail pode mudar esta angustia.

sábado, 10 de outubro de 2009

Uma Espera



Enquanto o verão não chega e a primavera continua com ares de inverno. Epa...não posso ser assim tão injusta, nota-se perfeitamente que a primavera chegou, pois o jardim está florido novamente e as “puppenaugem” (olhos de boneca) já deram seu show . Já amanhece o dia e os beija flores passeiam alegremente pois tem diversificação no néctar. Mas o clima ainda está frio e os dias muito sombrios com ar de inverno chuvoso.


Então, enquanto o verão não chega, não espere dos outros que te digam obrigada, não esperem que te devolvam o livro emprestado, não espere que reconheçam seu esforço, que admirem sua capacidade e principalmente não espere que entendam seu amor. Precisamos entender que as vezes ganhamos, as vezes perdemos e as vezes empatamos.

É, parece cético encarar a vida como um jogo, mas a realidade é esta. Não estou lhe induzindo a pensar que por encarar a vida como um jogo, que todos joguem com cartas marcadas, isto seria desleal. E ser desleal na vida aí já para os que não tem caráter. Enquanto o clima não esquenta e não chega o dia “D” alegro-me pelo simples fato de meu filho cantarolar uma música em alemão mesmo que seja totalmente nada haver. Fico feliz e lisongeada com o carinho que as pessoas nutrem por mim. Alegro-me pelo sorriso no rosto de meu pai ao ver que os peixes cresceram mesmo no inverno rigoroso. E felicidade é receber um abraço gostoso de minha mãe e ela lhe dizer: Durma bem!!! Tudo isto é felicidade.

Mas....Mas ainda falta algo. Certamente me dirá qualquer pessoa com juízo perfeito: -O que mais esperas? Espero concretizar meu amor, que por vezes parece um cristal que muito pode ser lapidado e muito mais lindo pode ser. Espero poder amar o grande amor da minha vida.  E tenho sonhos, muitos sonhos, muitos planos. Com os sonhos e com os planos vem os desafios e o medo. Mas a vida não é para descrentes e medrosos. A vida é completa quando há realizações, quando há amor vivido, amor amado. Independente das circunstâncias futuras, sou feliz, encaro a vida como uma bela oportunidade de purificar a alma.

E enquanto o verão não chega vivo a primavera e agradeço a Deus por me proporcionar tanta coisa boa e tantos motivos para ser feliz.

domingo, 4 de outubro de 2009

Não Existem Príncipes e Princesas



Cada homem e cada mulher escolhe como quer viver. Se você acredita em destino, não tenho como te provar o contrário, mas eu acredito que cada um atrai aquilo que merece. Aí se você está feliz, encontrou o amor de sua vida, encontrou estabilidade financeira e paz espiritual, certamente você dirá: -É, realmente eu atraí tudo isso. Entretanto se você não encontrou o amor de sua vida, ou o desperdiçou, financeiramente é frustrado, e espiritualmente busca respostas e vive de inquietudes, certamente me dirás: E u não atraí isto, é meu destino ser um sofredor. Cômico, é no mínimo cômica a situação: se estou bem eu sou responsável, se não estou bem, já não sou mais responsável. Pois deixa eu te dizer o que eu penso. Lamentavelmente o que acontece em sua vida é de sua responsabilidade. É, é sim. Mas isso não significa que você tenha que ser um eterno frustrado. Você pode começar hoje a escrever um novo destino. E olha eu falando em destino. Não tem um ditado que diz assim: “Nunca chegarás a lugar nenhum se não deres o primeiro passo”. Pois então, temos inúmeros exemplos, nas mais diversas áreas de pessoas extremamente bem sucedidas. Na área financeira e ou profissional: Roberto Marinho começou as organizações globo ao 60 anos. Na área espiritual inúmeras pessoas encontraram a paz depois da crise existencial dos quarenta. Aí você há de me perguntar: o que isto tudo tem haver com o título. Eu repondo, coloquei este título pois é o que mais se assemelha com as frustrações cotidianas. Quando somos jovens acreditamos nos príncipes e princesas, mas aí passam os anos e nem sempre eles são exatamente como se imagina. A vida não é assim como você imagina. Mais uma vez lhe afirmo, tudo depende do prisma que observas. Faça uma introspecção e analise se sua vida não é uma maravilha, se não for, busque no fundo de seu baú e encontrarás muito mais alegrias que tristezas. Sabe depende de você se queres encontrar as bruxas ou fadas ou feras. Não posso esquecer de lhe dizer muito sinceramente, afaste-se das pessoas que te magoam, mesmo que o correto seja você tentar entender e perdoar os motivos pelo qual faz isto, sei que é imensamente difícil, por isto é melhor se afastar. Sabe, é isto que farei, por mais que num primeiro momento doa, machuque, me afastarei da pessoa que me magoa ou que brinca comigo, e olha que tentei ver por todos os ângulos e prismas diferentes, mas não encontro as respostas. Isto não significa passar a não acreditar nas pessoas, a não acreditar no amor, desconfiar da paz espiritual, enfim duvidar da realização pessoal. Muito pelo contrário, igualmente as ostras que quando invadidas por corpos estranhos transformam-se em pérolas, igualmente devemos seguir a vida. Identificando o melhor, fazendo o melhor prognóstico de nosso futuro. Pois o presente não é tão ruim. Vou lhe contar um segredo: apaixone-se pela vida, ame sua família encontre paz interior o restante muitas vezes é demagogia.